5 coisas que todo viajante encanado com higiene deveria prestar atenção

Como todos gostamos de encontrar lugares limpos em nossas viagens, reuni alguns itens que deixam a desejar quando o assunto é higiene e que poucas vezes são notados por viajantes. Aqui vai a lista:

1- Colete salva-vidas (navios de cruzeiro)

Assim que se embarca num cruzeiro, todo passageiro é submetido a um treinamento rápido de segurança para o caso de uma eventual emergência. Nesse mini-treinamento, todos devem ir até a cabine, buscar o colete salva-vidas, vesti-lo e seguir até um ponto determinado do navio para receber as instruções de segurança.

Esses coletes, além de terem cores bem chamativas, costumam ter uma luzinha (que acende automaticamente assim que entra em contato com a água) e também um apito – tudo pra facilitar que quem esteja usando seja encontrado na água.

Mas adivinha o que muitos passageiros recém embarcados e em ritmo de festa, fazem quando descobrem que existe um apito no colete?

Apitam, claro!

E não fazem ideia (ou se esquecem) que centenas, talvez milhares,  de pessoas já tenham apitado no mesmo colete nos treinamentos anteriores daquele navio. E, aqui entre nós, você acha que os camareiros dos navios limpam os milhares de apitos dos milhares de coletes salva-vidas entre um cruzeiro e outro? Eles tem mais o que fazer, né!

Então, use esse apito só numa emergência, a não ser que queira mesmo pegar baba seca de outras pessoas.

Foto: Viagem’Grafia

 2- Controle remoto (hotel)

Ao entrar no nosso quarto de hotel, observamos as condições de higiene da cama, do banheiro e dos móveis, mas é bem comum não ligarmos para objetos como o controle remoto – que talvez seja o mais sujo de todos que estão no seu quarto (mais que os copos do mini-bar que são limpos na pia do banheiro, mais que o travesseiro cheio de manchas escondido por baixo das fronhas limpas e mais até que o telefone).

Foto: Pixabay

Você limpa o controle remoto da TV da sua casa com que frequência?

A verdade é que os controles remotos nem sempre são limpos como deveriam quando o quarto passa de um hóspede para outro e, como geralmente são pretos, quase ninguém nota que eles estão encardidos – nem os camareiros, nem os supervisores de quarto, nem os hóspedes.

Mas pense que os hóspedes que estiveram no mesmo quarto antes de você, podem ter dormido peladões juntos desse mesmo controle.

3- Bandeja (avião) 

Alguns estudos feitos em aviões (Travelmath) mostram que o lugar com mais bactérias, não são os braços das poltronas, nem as fivelas dos cintos de segurança, nem os assentos e nem mesmo os banheiros.

Esses lugares todos são frequentemente limpos. Afinal, todos os olhares estão voltados para essas partes do avião quando o assunto é higiene.

Foto: Viagem’Grafia

Com o curto tempo entre um voo e outro, nem sempre a equipe de limpeza tem tempo de abrir as centenas de bandejas de cada aeronave, esfregá-las e fazer aquela limpeza merecida. Isso faz com que as bandejas sejam as campeãs no acúmulo de bactérias dentro de um avião. Justamente o lugar onde você apoia sua comida e algumas mamães e papais trocam as fraldas de seus bebês na calada da noite.

 4) Assentos estampados (ônibus e trens)

Claro que as barras de ferro para se segurar não são as coisas mais limpas do planeta, isso você já sabe.

Mas assim como no caso do controle remoto, você já se perguntou por que os assentos têm sempre uma estampa escura? Bom, isso é para camuflar a sujeira e ninguém perceber quando os assentos precisam de uma limpeza urgente.

Mas é impressionante o quanto de sujeira (pó e pele morta) esses estofados conseguem esconder. Veja o vídeo deste assento de ônibus na Polônia, que parece esconder um deserto do Saara dentro.


5) Piscinas (spas e hotéis)

Esse talvez seja o único caso “sem solução” da lista.

Foto: Wikimedia

Como as piscinas são sempre grandes atrativos de hotéis, spas e clubes, elas geralmente são bem tratadas e costumam receber muitos cuidados químicos para que germes e bactérias não proliferem nelas. Mas todo esforço dos estabelecimentos ainda não é suficiente para garantir a qualidade da água.

Isso porque todo mundo gosta de uma piscininha, inclusive os fungos que causam micoses. Por isso, a qualidade da água também depende da condição de higiene e de saúde de cada usuário.

E como é inviável e praticamente impossível implantar um sistema de exame médico justo e eficiente num hotel, não espere por isso. O jeito é ter fé na humanidade, confiar que os outros usuários da piscina não estejam com frieiras e pular feliz na água.

Foto Inicial: Pixabay
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